
Politécnicos reforçam defesa de mais autonomia para o Ensino Superior
O Politécnico de Setúbal (IPS) esteve presente na
sessão, representado pelo seu vice-presidente, Pedro Ferreira, felicitando a presidente
reeleita e fazendo votos do maior sucesso para mais um mandato como representante
máxima dos estabelecimentos públicos de ensino superior politécnico.
Na ocasião, Maria José Fernandes voltou a defender
uma maior autonomia das instituições de Ensino Superior,
considerando também “imperioso” que se reformule o modelo
de financiamento vigente. A revisão do Regime Jurídico
das Instituições de Ensino Superior (RJIES) e a
ação social encabeçam igualmente as prioridades da
presidente do CCISP, bem como a necessidade da aplicação prática do
decreto aprovado na Assembleia da República, em abril de 2023, que permite aos
politécnicos outorgar o grau de doutor e alterar a
designação para Universidades Politécnicas. No seu discurso sublinhou,
a propósito, que o primeiro doutoramento liderado exclusivamente por um
Politécnico, neste caso o de Bragança, acaba de ser aprovado pela
Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior
(A3ES).
Naquela que foi a sua primeira reunião com os representantes do Ensino Superior
Politécnico, o ministro da tutela recordou que teve “a
oportunidade de defender, na Assembleia da República, a outorga dos doutoramentos
por parte dos politécnicos”. “É algo que está
perfeitamente alinhado com o que penso. Se não pudessem outorgar doutoramentos,
os politécnicos estariam limitados no contacto com o mundo empresarial”
, concretizou Fernando Alexandre, que prometeu contínuo
diálogo e espírito de cooperação.
Doutorada em Ciências Empresariais, Maria José Fernandes é
presidente do IPCA desde 2017, tendo sido a primeira mulher eleita para a Presidência
do CCISP, em abril de 2022. Sob a sua liderança, o CCISP continuará a
defender junto da nova equipa ministerial a revisão de outros diplomas do Ensino
Superior, como a promoção de políticas que permitam reforçar a
base social de participação, a criação de um verdadeiro sistema de
financiamento da Ação Social, o reforço do financiamento para apoio aos
estudantes com necessidades especiais ou a garantia que o reforço para a
ação social indireta se estenda para lá de 2024.
17 abril/2024
Etiquetas:CCISP