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Práticas Artísticas Inclusivas

    Detalhes do curso

  • Conhecimentos de Base Recomendados

    -

  • Objetivos

    - Conhecer práticas artísticas nacionais e internacionais com objetivos de inclusão de pessoas, grupos e comunidades em situação de vulnerabilidade e/ou de risco (reclusos, pessoas com deficiência e/ou problemas de saúde mental, condição de sem abrigo, refugiados, vítimas de violência, idosos vulneráveis…)

    - Compreender as características dos grupos e das comunidades vulneráveis e as necessidades de expressão que podem tomar a forma de ato criativo artísitico.

    - Compreender o ato criativo como forma de expressão de singularidades e empoderamento pessoal e comunitário

    - Desenvolver competências para criar ativididades e projetos artísticos enquanto abordagem de potencial inclusão e desenvolvimento social de pessoas, grupos e comunidades.

    - Saber envolver a comunidade na interação artística, promovendo laços de identificação cultural e estimulando comportamentos pró-sociais;

    - Identificar os vários movimentos de Teatro de Intervenção, as condições da sua emergência e atual atividade.

  • Métodos de Ensino

    - Análise de documentação com vista à compreensão dos conteúdos (textos, vídeos, páginas WEB, etc), designadamente de Práticas Artísticas Inclusivas de referência (PARTIS/FCG)

    - Visitas de estudo e/ou seminários com intervenientes em Práticas Artísticas Inclusivas

    -Identificação e caracterização de uma Prática Artística Inclusiva (posteriormente poderá ser desenvolvida na dissertação ou no Projeto de Intervenção).

    - Processos colaborativos com Práticas Artísticas Inclusivas e/ou co-criação de atividades artísticas com/para instituições com as quais a ESE-IPS tem protocolos de colaboração (Nosso Bairro, Nossa Cidade/Bela Vista, CPCJ, Recrear-se/População sem Abrigo/Cáritas, Centro Comunitário de São Sebastião, etc)

  • Estágio(s)

    Não

  • Programa

    1.Identidade(s) e linguagens expressivas

    - A expressão de si e do(s) grupo(s) de pertença social, cultural e comunitária

    - As reconstruções socio-identitárias

    - Vulnerabilidade social e lógicas de ação para a inclusão social.

    - A cidadania e a participação social: intervir e dizer de si no espaço público

    2. Dinâmicas de expressão, empoderamento e inclusão de grupos vulneráveis através de práticas teatrais

    - Manifestações de teatralidade das culturas populares

    - As funções sociais do Teatro: autores e movimento de referência.

    - Práticas de teatro de Intervenção na/com a comunidade

    – Sociodrama, Teatro do Oprimido, Teatro Imersivo, Teatro Comunitário e Teatro Documental.

    3. Processos criativos participativos

    - A criação cooperativa: desenvolvimento das competências de escuta ativa, empatia e trabalho colaborativo, de registo e documentação, de reflexividade e aprendizagem

    - Os processos de avaliação dos impactos, mudanças e efeitos socioculturais e de inclusão das práticas e intervenções artísticas.

  • Demonstração de conteúdos

    Para Boal, todo o ser humano “é artista”, parte-se também desse princípio para propor aos formandos a identificação do potencial de cada um e para o reconhecimento desse potencial no outro, especialmente quando “o outro”, por condições próprias ou criadas socialmente, se encontra em situação mais ou menos duradorura de exclusão social. A ligação proposta entre as abordagens da Psicossociologia relativamente aos processos e condições de exclusão afigura-se fundamental para entender o modo como as artes se podem assumir como motor de descoberta e afirmação de forças suscpetíveis de conduzir o individuo e/ou o grupo a progressivamente criar condições, quer da transformação e visão de si próprio (deixar, por exemplo, o estatuto de vítima) e de reivindicação de outros modos da sociedade agir socialmente perante si e/ou a sua condição. Nesse sentido, objetivos e conteúdos formam um todo coerente.

  • Demonstração da metodologia

    As metodologias propostas incidem na ligação entre um corpus teórico e uma práxis, procurando que os formandos conheçam e reconheçam as referências às quais os trabalhos em desenvolvimento no terreno se ligam. Atendendo a que o tempo disponível não permitirá um processo criativo artístico de raiz com uma comunidade e/ou grupo em situação de vulnerabilidade, pretende-se proporcionar-lhes a ligação e o envolvimento com práticas já existentes e/ou em criação, com momentos de observação participante e/ou dinamização de atividade(s).

  • Docente(s) responsável(eis)

    Carla Cibele Fiel Vasconcelos Figueiredo - 1.º Semestre

  • Bibliografia

    Bezelga, I. (2015). Teatro e Comunidade em Portugal: Práticas que reflectem a relação entre teatro, educação e sociedade. In H. Cruz (co-ord.) Arte e Comunidade(pp.213-240) Lisboa: Fundação Callouste Gulbenkian.\nBoal, A. (2008). Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.\nCastellano, C. Raposo, P. (2019). Textos para uma história da Arte socialmente comprometida. Lisboa: Editora Documenta.\nFigueiredo, C.C., Alcântara, A., Fialho, F., Matos, J. (2022). IdoSOS, vozes cruzadas e aprendizagens intergeracionais em tempo de pandemia. Revista Da Investigação às Práticas (no prelo). Lisboa. CIED\nCruz, H. (2015). (coord.). Arte e Comunidade. Lisboa: Fundação Callouste Gulbenkial\nScher, E. (2010). Teatro de Vecinos - de la comunidad para la comunidad. (INTeatro, Ed.). Buenos Aires: Argentores\nTeixeira, J. (2014). Teatro Comunitário em Portugal: dois casos de estudo recentes. Dissertação de mestrado. Faculdade de Letras da Universidade do Porto

  • Código

    MEPAI05

  • Modo de Ensino

    PRESENCIAL

  • ECTS

    6.0

  • Duração

    Semestral

  • Horas

    15h Orientação Tutorial

    9h Práticas e Laboratórios

    3h Seminário

    6h Teóricas

    12h Teórico-Práticas

Conteúdo atualizado em 21/03/2025 15:46
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