Atividades de Exploração da Natureza
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Conhecimentos de Base Recomendados
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Objetivos
As Atividades de Exploração da Natureza visam a aventura, emoções e sensações únicas e genuínas em contacto direto com a natureza, tendo por base os desportos de natureza. As suas práticas fomentam a interação com o meio natural, conciliando o risco, a vertigem e a superação dos limites, numa procura pelo prazer, pela conquista, e pela satisfação da superação pessoal em vivências significativas, onde os participantes, atraídos pelo entretenimento, por emoções e pela oportunidade de aventura, procuram as práticas alternativas e criativas.
A presente unidade curricular está orientada para a aquisição e aplicação de conhecimentos, assim como para a compreensão da importância das atividades de exploração da natureza, enquanto área de intervenção profissional, permitindo planificar, organizar e desenvolver (multi) atividades de cariz desportivo, em contacto direto com a natureza. -
Métodos de Ensino
A atividade que resulta do Plano de Contingência e que é possível realizar-se à distância, utilizará como principal estratégia a prévia disponibilização de material aos alunos (pequenos filmes, apresentações PowerPoint e outro tipo de documentos), que deve ser estudado com vista ao seu debate, revisão esclarecimento de dúvidas nas sessões síncronas.
Prevê-se, igualmente, um conjunto de sessões de tutoria para apoiar a realização de trabalhos de grupo solicitados pelo docente.
A abordagem dos conteúdos programáticos será feita através de aulas de natureza expositiva, teórico-prática, da apresentação e discussão de temas por parte dos estudantes e através de aulas direcionadas para uma prática vivenviada das atividades de exploração da natureza.
O processo compreenderá: (a) a exposição de temas pelo docente; (b) a leitura e análise de textos inferidos da bibliografia; (d) a realização de trabalhos escritos e/ou apresentações orais, tendo por base as pedagogias ativas, o ensino pela descoberta. Apoio presencial e à distância na orientação da pesquisa dos temas em estudo e na realização dos trabalhos escritos e/ou apresentações orais.O regime de avaliação contínua foi concebido para avaliar até que ponto as competências e conhecimentos teóricos e práticos foram adquiridos. Assim, o trabalho desenvolvido na unidade curricular será objeto de dois tipos de avaliação: processo e produto.
A classificação final da disciplina é o resultado da média ponderada da classificação atribuídas aos diferentes elementos de avaliação:
- prova escrita de conhecimentos (40%).
- projeto de planeamento e organização de uma atividade de exploração da natureza - apresentação escrita e oral (30%)
- produtos resultantes das atividades desenvolvidas ao longo do semestre e participação efetiva e de qualidade nas aulas (30%). -
Estágio(s)
Não
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Programa
Módulo I - Atividades de Exploração da Natureza
1. Conceituação
1.1. Modalidades, contextos e práticas
1.1.1. Legislação Específica
1.1.2. Segurança
1.1.3. equipamento
2. Exemplo de "Boas Práticas"
Módulo II - Trabalho de Cordas
1. Técnicas e procedimentos
1.1. Equipamentos e materiais
1.2. nós e ligações
1.3. Manobra de segurança para o alpinista em top-rope e descida
1.4. Operar rapel e segurança
1.5. Pontos de ancoragem e amarrações
2. Organização de atividades simplificadas
2.1. Seleção de faixas
2.2. Gerenciamento de equipamentos
2.3. Gestão de atitudes
Módulo III - Escalada
1. Escalada, conhecimentos básicos: equipamentos e técnicas
Módulo IV - Orientação Desportiva
1. Orientação e seus objetivos
2. Datas relevantes na Orientação
3. Cores usadas na Orientação
4. Símbolos na Orientação
5. Tipos de Orientação
6. Curso de Orientação
7. Sinalização
8. Controle de trilha
9. Aprendizagem de orientação
10. Jogos Educativos
11. Desenvolvimento de habilidades psicológicas
Módulo V - Bicicleta Todo-o-Terreno (BTT)
1. História do esporte
2. Evolução da bicicleta
3. Centros, clubes, atletas
4. Quadro competitivo por escalões
5. Sinalização
6. Lesões mais frequentes
7. Treinamento de preparação
Módulo VI - Canoagem
1. História
1.1. Origens, aparecimento e evolução em Portugal
2. Disciplinas da canoagem: águas tranquilas; descida e rios desportivos; jogos náuticos; turismo náutico; canoa à vela
2.1. Grau de dificuldade das águas
3. O material desportivo: embarcação, pagaia acessórios
3.1. Seleção do material adequado ao indivíduo e à situação
4. Regras de segurança
5. Técnica de pagaiada
6. Exercitação do transporte da embarcação e técnica de embarque e desembarque.
7. Iniciação à técnica de remada em Kayak.
8. Organização de atividades de canoagem.
9. Avaliação prática: realização da travessia do rio Sado, utilizando as técnicas abordadas nas aulas.
Módulo VII - Estudos de caso: Empresas de Animação Turística. -
Demonstração de conteúdos
A UC de “Atividades de Exploração da Natureza” tem por finalidade transmitir um conjunto de conhecimentos que visam habilitar os estudantes ao domínio de conceitos e prática de um conjunto de desportos de natureza, conhecimento indispensável para o futuro de profissionais ligados ao apoio da gestão do turismo, numa vertente mais direcionada para a animação turística, do lazer e da recreação.
Pretende-se que o estudante manifeste, no tratamento dos temas que cruzam a gestão do turismo com as atividades de exploração da natureza, um interesse que facilite o usufruto da natureza e do lazer, objetivando uma atitude de estudo metódica e sistemática, facilitadora à aquisição e aplicação de conhecimentos. -
Demonstração da metodologia
A atividade letiva não presencial basear-se-á na plataforma Colibri/Zoom para as sessões síncronas e pelo correio eletrónico da turma par as sessões assíncronas.
Pretende-se que os estudantes tenham uma participação ativa na aquisição de conhecimentos. Assim, para além das aulas práticas, os discentes são instados a desenvolver, individualmente ou em grupo, os assuntos tratados nas aulas teóricas. Esta UC exige que os estudantes usem os conhecimentos de cada assunto tratado de forma integrada e aplicada.
Privilegiam-se metodologias interativas, o ensino pela descoberta, envolvendo os estudantes no processo de ensino-aprendizagem, centrado numa abordagem de conceitos teóricos referenciados pela investigação científica e sua aplicação a situações práticas.
O(s) trabalho(s) de projeto(s) visa(m) avaliar a integração dos conhecimentos num corpo de conhecimentos coerente e sólido. -
Docente(s) responsável(eis)
Paulo Alexandre Correia Nunes - 2.º Semestre
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Bibliografia
Allende, H. (2002). Escalada en Bloque - técnica, actualidad, protagonistas, terrenos de juego. Spain: Editora Desnível. \n\nAlpiarça, M. (2013). Do ABC da BTT até onde puderes. \n\nCAires, A. et al. (2011). Orientação - Desporto com Pés e Cabeça. 2ª Ed. Mafra: Federação Portuguesa de Orientação. \n\nChumbinho, R. (1997). A Escalada Como Matéria Curricular de Educação Física, Horizonte, Vol XII (77): 33-39. \n\nChumbinho, R. (2016). Desporto Com Sentido - Orientação. APCAS. \n\nKinetics, H. (2013). Introduction to Recreation and Leisure. Human Kinetics.\n\nPinsasch, J. R. (2004). Metodología de Enseñanza de la Vela. Barcelona, Editorial Paidotribo.\n\nPriest, S. and Gass, M. (2018). Effective leadership in adventure programming. Human Kinetics Publishing. 3rd edition. \n\nRedmond, K., Foran, A., & Dwyer, S. (2010). Quality lesson plans for outdoor education. Champaign, IL: Human Kinetics.\n\nRohnke, K. (1984). Silver Bullets. A guide to initiate problems, adventure games and trust activities. Iowa: Kendall Hunt Publishing Company.\n\nShaw, J. (2004). The directory of knots. United Kingdom: Grange books. \n\nSilva, F. (2018). Turismo e Desporto de Aventura - Atividades com manobra de corda. LIDEL.\n\nSilva, F. (2018). Turismo e Desporto de Aventura - Atividades com Manobras de Corda. Lisboa: Editora LIDEL. \n
Detalhes do curso
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Código
AS01
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Modo de Ensino
PRESENCIAL
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ECTS
5.0
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Duração
Semestral
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Horas
50h Teórico-Práticas
